sexta-feira, 16 de maio de 2008

Caim! Caim!

Porque assim?

Tua mão

Que terias que dar estendida

É que tira a vida

De Abel, teu irmão?

Caim! Caim!

Não assim!

Tua fala

Que teria que ser abençoada

Direcionada a Abel, teu irmão

É amaldiçoada

É desvirtuada:

“Acaso sou eu, tutor do meu irmão?”

És, sim, Caim!

Somos, sim

Nós Cains

Tutores e tutoras

De nossos irmãos

E de nossas irmãs

Abeis na caminhada da vida

Salvemos Abel

Nós Caím

terça-feira, 13 de maio de 2008

Despedaça a vida??

Despedaça a vida

Se cada pedaço

Não for um pedaço

Da vida

De outra vida

Enlaçada

A vida é prolongada

E eternizada

Não despedaça!

Enlaça tua vida

No laço querido

De um abraço amigo

sábado, 10 de maio de 2008

Mãe também quer paz

1

Mãe também quer paz

Mãe também tem dor

Mãe também precisa

Receber amor

Toda vez que tua mãe precisa

Lamentar tua falta de atenção

É porque tu não estás lhe dando

O amor que tens no coração

2

Mãe também quer paz

Mãe também tem dor

Mãe também precisa

Receber amor

É preciso que tu reconheças

O quanto ela já te amparou

Ela quer que tu jamais esqueças

Do amor que já te dedicou

3

Mãe também quer paz

Mãe também tem dor

Mãe também precisa

Receber amor

E perante Deus aqui pedimos

Que as mães se dêem o valor

Que nos falem dos seus sentimentos

E do quanto querem nosso amor

Mãe também quer paz

Mãe também tem dor

Mãe também precisa

Receber amor

Gerar

Gerar

É estar

Á missão de Deus

Mas tão á missão

Que corpo, alma e coração

Geram em harmonia

Geram em parceria

Com Deus

Á imagem de Deus

Louvado seja Deus

Pelas mães que nos deu!

(Lola, dia das mães 2007)

Velho Vestido de Riscado

(16.09.1987)

Velho

Vestido de riscado

Desbotado

Suado

E gasto

Vastos remendos

Nas costas

Onde o sol gosta

De gastar mais,

São sinais de trabalho

De cada talho

De foice

De faca

De coice de vaca

Velho

Vestido de riscado

Remendado

Já tens contado

Um bocado de sonhos

Sonhados

Na luta por sobrevivência.

Não te envergonha

De ser só

Um velho

Vestido de riscado

Porque tens dado

A mensagem de perseverança

E da esperança

Da mulher

Por melhores dias

E então?

Se sorrias no trabalho

Sorri também na batalha

Da organização

E te renova

A cada novo retalho

Que tapam as feridas

Porque, de sofridas,

As mulheres serão livres

E cada manga tua

Velho vestido de riscado

Cada cintura

Cada decote

Cada frisura

Vai envolver

Gestos de ternura

De mulher

Sempre mais expontâneos

Autênticos

E livres.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Trabalho não só pelo salário


(Lola, no dia da classe trabalhadora de 2008)

Não quero ter meu trabalho

Só pelo salário

Quero fazer o meu trabalho

Pelo prazer

De fazer

Bem feito

Do meu jeito

Pode ser

O pior jeito, enfim

Mas quero dar

O melhor de mim

No maior cuidado

No agrado a cada dia

Sabendo que é a cada dia

E a cada instante

Que Deus abençoa

E nos doa

Tantos dons que temos

E que temos que desenvolver

Para ter

O maior prazer

De fazer

Bem feito

Não tenhamos o nosso trabalho

Só pelo salário que ganhamos

Saibamos fazer

Pelo prazer

De fazer

Bem feito

domingo, 27 de abril de 2008

Matam a mata!


Estrada

Mais estrada

Demais estrada...

Ao lado

Mata

Menos mata

Sempre menos mata...

Matam a mata

Desmatam

Matam

terça-feira, 22 de abril de 2008

Chico Buarque

(11.01.05)

Ouço o Chico

Desde menina

Mais

Quanto mais

Fico Só

Só com as minhas Ansiedades

Com as minhas Saudades

Com as minhas Vontades

Não satisfeitas

Não refeitas

Insatisfeitas

Ouço o Chico, Enfim

Quando fico Assim

Sem mim

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Dons entrelaçados...

Dons entrelaçados...

Com dons mais diversos

Dispersos

Em mãos diversas

Dispersas

Estamos

E vamos de mãos dadas

De dons dados

Entrelaçados...

Nos complementando

Completando lacunas

Algumas mais

Algumas menos

Temos o que ver

Temos o que ouvir

Temos o que sentir

E intuir

Com os sentidos

Dos dons que recebemos

De Deus

Que desenvolvemos

Em Deus

E que agradecemos!

Bendizemos a Deus

Pelos dons diversos

Dispersos

Em mãos diversas

De mãos dadas

De dons dados

Entrelaçados...

terça-feira, 15 de abril de 2008

Rosas, lazer e prazer

Rosas, lazer e prazer

(anos 80)

Me disseram que as rosas não contam

Não contam porque nem espantam o frio

Nem matam a fome

Me disseram que as rosas são supérfluas

E que por isso

Não é preciso o povo ter jardim

Pra poder planta-las

E nem um salário suficiente

Pra poder compra-las

Me disseram que o lazer não conta

Não conta porque nem espanta o frio

Nem mata a fome

Me disseram que o lazer é supérfluo

E que por isso

Não é preciso o povo ter tempo

Pra poder curti-lo

E nem direitos

Pra poder exigí-lo

Me disseram que o prazer não conta

Não conta porque nem espanta o frio

Nem mata a fome

Me disseram que o prazer é supérfluo

E que por isso

Não é preciso o povo ter condições

Pra poder vive-lo

E nem sabedoria

Pra poder valoriza-lo

Me disseram tanto, tanto

Mas não me provaram nada

Pra mim

Continua assim

Que também as rosas

O lazer

E o prazer

Espantam o frio

E matam a fome

O frio de uma vivência inerte

E a fome por uma vida abundante

Oiiii! Que bom que estás aqui comigo. Valeu!

Oiiii! Que bom que estás aqui comigo. Valeu!
Muito obrigada pela visita. Volta!