terça-feira, 8 de julho de 2008

Saudade de ti, minha irmã


Pensando no passado

Tão ao lado de ti...

Pensando no presente

Tão ausente de ti...

Lembro tanto de ti!

Sinto tanta falta de ti.

Tanta!

Te perdi

Fico aqui

Com as lembranças

Na esperança de te rever

Na eternidade

Saudade, Zenaide!

Saudade!

Saudade do pai


A saudade dói

Dói demais, meu pai!

São tantas as lembranças

Mais que lembranças

Mais que memória

É história

A história dos cestos

De taquara

Que fazias pro pasto

Nas tardes de chuva

A história das vassouras

Que amarravas

Pra varrer o pátio

Nas manhãs de sábado

A história do teu canivete

No teu bolso

Afiado sempre

Pra descascar laranja

Pra gente

A história do chapéu de palha

Amassado sempre

Ao carregar o cesto

Cheio de milho

A história da satisfação

Ao trazer melancia

Que servias a toda a família

À sombra do cinamomo

A história do choro fácil

Dos olhos molhados

Choro de emoção

Puro coração...

Choro eu agora

Chora a saudade

Chora a lembrança

Chora a memória

Chora a nossa história.

Saudade da mãe


Saudade de ti, mãe!

Saudade do que dizias

Saudade do que fazias

Quando vinhas do teu jeito

Quando ias do teu jeito

(muito o meu jeito)

Saudade de ti, mãe

Dos teus dedos

Calejados da enxada

Que puxavas de dia

Mas hábeis na agulha

Que fiavas de noite

Saudade da bolacha pintada

Nos dias de Natal

Saudade da cuca recheada

Sempre igual

Assada no forno à lenha

Cuja lenha tínhamos que buscar

E buscávamos sem reclamar

Saudade do mate doce

Que era como se fosse

Um ritual de iniciação

Pra fazer parte

Da roda de chimarrão

Saudade

Da roda de chimarrão

Em volta do fogão à lenha

Saudade, mãe..

domingo, 29 de junho de 2008

Se o chimarrão não existisse, eu o inventaria

Se

o

chi

mar

rão

não

existisse, eu o inventaria

como seriam minhas manhãs

sem a manha da cuia

no banho da pia

como seria

iniciar o meu dia

sem o dengo da bomba

querendo a mão envolvente

banhando-a na água quente

como eu poderia ter energia

sem sorver de mansinho

golinho por golinho

água esquentando

virando mate

arte

E o meu arremate:

Como faria poesia

Sem que o amargo do chimarrão

Entrasse em sintonia

Com o mais doce de mim

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Mais


A vida

Me ensina mais

Mais ainda

Que jamais pensei

Pensei em menos

Em amenos ensinos

Pequenos

Mas...

(ao menos tem um mas...)

Não quero aprender

Não quero saber

Eu quero mais

Eu quero viver!

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Ahhhhhh, se não fosse o amor

Seria uma melancolia...

Aliás, não seria nada!

Teríamos nada mais

Nada menos

Que mais ou menos

Momentos amenos

Pequenos

Ahhhhh, se não fosse o amor

Seria uma monotonia...

Aliás, não seria nada!

Teríamos nada mais

Nada menos

Que menos sentido

Menos tudo

Menos

Queremos mais

Muito mais

Queremos amor

Temos amor

Fazemos amor...

Ahhh, se não fosse o amor...

domingo, 8 de junho de 2008

Minhas poesias


Poesias

Que meus dias concebem

Pois percebem

Que sem poesia

Viram noites de frio

Sem cio

Nem pavio

Pra acender o dia

Eu faço a minha poesia

Nos dias de sol

Mas também

Nas noites de chuva

Porque eu sonho

Novos dias

Renovos ...

Te desafio

A sonhar comigo

Na minha poesia

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Palavra

Que fala

Mesmo quando

De vez em quando

Ela cala

Mas fala sentindo

Intuindo

Indo e vindo

De palavra em palavra

De silêncio em silêncio

De olhar em olhar

No palavrear....

Palavra dita

Bem dita

Bendita!

domingo, 25 de maio de 2008

Vejo

Só o que desejo

Só vi em ti

O pior de ti

O bom em ti

Nem vi

Nem percebi

Só vi em mim

O melhor em mim

O ruim em mim

Nem vi

Nem percebi

Só vimos em vocês

O pior em vocês

O melhor em vocês

Nem vimos

Nem percebemos

Urge

Ver isso

Perceber isso

Porque surge

Um ser humano

Não mais humano

Desumano

Insano.

Alerta, ser humano!

Desperta!

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Sonho só

Só mesmo

O mesmo sonho

Tristonho sonho até

Até que o sonho

Se canse de sonhar?

Não passa o sonho

Que sonha realidades

Impossíveis

Inatingíveis

Irrealizáveis

Sonháveis só

Que dó!

Sonho só!

Oiiii! Que bom que estás aqui comigo. Valeu!

Oiiii! Que bom que estás aqui comigo. Valeu!
Muito obrigada pela visita. Volta!