sábado, 6 de setembro de 2008

Inclusão

Eu vi

A menina valente

Potente

Perante a calçada

Sem degraus

E sem muros

Num espaço seguro

Para ela ir e vir

E sorrir pra vida

Não mais impedida

De seguir em frente

Valente em sua cadeira de rodas

Potente agora perante a vida

Não mais excluída

Já mais incluída

Na vida da rua

Da calçada

Não mais com degraus

Nem com muros

Mas com seguros

Direitos garantidos

E vividos com presteza

Na certeza de que

Ainda mais direitos

Ainda mais respeito

Para ainda mais

Pessoas especiais

Serão garantidos

E vividos com satisfação

No poder do Espírito

Que nos faz proclamar

A reconciliação

Viva a inclusão!

Não canto só

Que se dane o canto

Se nem o canto dos passarinhos

Me encanta mais.

Daqui, do meu canto

Espanto até

O canto do galo

Falo!

Grito!

Apito!

Mas não canto.

Não canto

Enquanto não tiver

A tua voz

Pra nós

Cantar à dois

Depois...

Haja voz!

Vem!

Dons entrelaçados

Com dons mais diversos

Dispersos

Em mãos diversas

Dispersas

Estamos

E vamos de mãos dadas

De dons dados

Entrelaçados...

Nos complementando

Completando lacunas

Algumas mais

Algumas menos

Temos o que ver

Temos o que ouvir

Temos o que sentir

E intuir

Com os sentidos

Dos dons que recebemos

De Deus

Que desenvolvemos

Em Deus

E que agradecemos!

Louvemos a Deus

Pelos dons diversos

Dispersos

Em mãos diversas

De mãos dadas

De dons dados

Entrelaçados...

domingo, 10 de agosto de 2008

Saudade do pai


A saudade dói

Dói demais, meu pai!

São tantas as lembranças

Mais que lembranças

Mais que memória

É história

A história dos cestos

De taquuara

Que fazias pro pasto

Nas tardes de chuva

A história das vassouras

Que amarravas

Pra varrer o pátio

Nas manhãs de sábado

A história do teu canivete

No teu bolso

Afiado sempre

Pra descascar laranja

Pra gente

A história do chapéu de palha

Amassado sempre

As carregar o cesto

Cheio de milho

A história da satisfação

Ao trazer melancia

Que servias a toda a família

à sombra do cinamomo

A história do choro fácil

Dos olhos molhados

Choro de emoção

Puro coração...

Choro eu agora

Chora a saudade

Chora a lembrança

Chora a memória

Chora a nossa história.

Ser pai é mais


Ser pai

Vai além

De ser pai

Ser pai

É também

Ser companheiro

Ser o primeiro amigo

Ser abrigo

Ser irmão

É muito bom

Você ser

O meu pai

Porque também é

Meu amigo

Meu abrigo

Meu irmão!

Minha gratidão, meu pai!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Feliz estou



Feliz estou

Por tanta bênção recebida

Grata sou

Por tanta gente em minha vida

Que me segura

E me empurra pra frente

Gente querida

Obrigada, Amor!

Obrigada, meus filhos!

Obrigada, minha filha

Com vocês tenho tudo.

Obrigada, minhas amigas

Irmãs de caminhada

Irmãs queridas!!!

Obrigada, meus amigos

Irmãos também

Obrigada, gente querida

Que faz das comunidades

Um lugar de vida celebrada

De celebração partilhada

De poesia compartilhada

Celebrando em Poesia estamos

E vamos sempre mais

Sendo irmãs e irmãos na caminhada

Celebrando sempre...

Poetizando sempre...

Louvando a Deus sempre

Graças dou!

Graças damos!


terça-feira, 8 de julho de 2008

Saudade de ti, minha irmã


Pensando no passado

Tão ao lado de ti...

Pensando no presente

Tão ausente de ti...

Lembro tanto de ti!

Sinto tanta falta de ti.

Tanta!

Te perdi

Fico aqui

Com as lembranças

Na esperança de te rever

Na eternidade

Saudade, Zenaide!

Saudade!

Saudade do pai


A saudade dói

Dói demais, meu pai!

São tantas as lembranças

Mais que lembranças

Mais que memória

É história

A história dos cestos

De taquara

Que fazias pro pasto

Nas tardes de chuva

A história das vassouras

Que amarravas

Pra varrer o pátio

Nas manhãs de sábado

A história do teu canivete

No teu bolso

Afiado sempre

Pra descascar laranja

Pra gente

A história do chapéu de palha

Amassado sempre

Ao carregar o cesto

Cheio de milho

A história da satisfação

Ao trazer melancia

Que servias a toda a família

À sombra do cinamomo

A história do choro fácil

Dos olhos molhados

Choro de emoção

Puro coração...

Choro eu agora

Chora a saudade

Chora a lembrança

Chora a memória

Chora a nossa história.

Saudade da mãe


Saudade de ti, mãe!

Saudade do que dizias

Saudade do que fazias

Quando vinhas do teu jeito

Quando ias do teu jeito

(muito o meu jeito)

Saudade de ti, mãe

Dos teus dedos

Calejados da enxada

Que puxavas de dia

Mas hábeis na agulha

Que fiavas de noite

Saudade da bolacha pintada

Nos dias de Natal

Saudade da cuca recheada

Sempre igual

Assada no forno à lenha

Cuja lenha tínhamos que buscar

E buscávamos sem reclamar

Saudade do mate doce

Que era como se fosse

Um ritual de iniciação

Pra fazer parte

Da roda de chimarrão

Saudade

Da roda de chimarrão

Em volta do fogão à lenha

Saudade, mãe..

Oiiii! Que bom que estás aqui comigo. Valeu!

Oiiii! Que bom que estás aqui comigo. Valeu!
Muito obrigada pela visita. Volta!